Futuros · tema 4 · dois mapas do mesmo futuro
A internet agêntica: quando o usuário é uma máquina
O aluno hfm e o professor fizeram, sem se ver, dois mapas do que pode acontecer neste tema até 2031. Esta página resume onde os dois batem, onde não batem e o que vale discutir.
Confronto completo Mapa do aluno Mapas do professor Todos os confrontos

O tema em duas frases
Hoje quem entra num site é uma pessoa. A aposta é que até 2031 boa parte desse acesso seja feita por programas que agem no nosso lugar.
O que o aluno diz que vai acontecer
- Os sites ganham uma segunda porta, feita para programas, além da página para gente.
- As pessoas autorizam esses programas a agir por elas, com limites e confirmação nos casos delicados.
- Instruções mal-intencionadas enganam programas, e as empresas reagem fechando portas.
O que o mapa do professor diz
- O acesso automático passa a ser cobrado: paga-se por uso, não por visita.
- O produto aparece dentro do aplicativo de outra empresa, e quem o criou perde o controle do visual.
- Quem vive de anúncio, como o jornalismo local, perde o sustento — sem regra nova no Brasil.
Onde os dois concordam
Escreveram sozinhos, sem se ler. Concordar assim é sinal forte.
- Um mesmo endereço responde coisas diferentes conforme quem pergunta.
- Quem faz a lista de serviços recomendados decide quem é encontrado.
- Serviço pequeno depende de terceiros para entrar nessas listas.
Onde discordam ou um viu e o outro não
- Quando. Para o aluno, isso é de 2031; para o professor, começou em 2026. Muda o que dá para fazer agora.
- Dinheiro. O aluno quase não trata de cobrança nem de anúncio — é daí que vem o sustento de quem publica.
- Medição. O aluno espera medir melhor; o professor, ficar cego: o programa não volta ao site.
- Acessibilidade. Nenhum dos dois viu que texto feito para máquina também ajuda quem usa leitor de tela.
Cinco perguntas para discutir em sala
- Essa concentração de poder é previsão para 2031 ou fato já acontecido?
- Se o programa faz a tarefa e não volta ao site, quem conta que ela foi concluída?
- Que prova, vinda de fora de quem vende a tecnologia, mostraria que as pessoas querem delegar?
- Se nenhuma rede de programas conversando entre si existir, o problema de segurança some?
- Vence quem segue regras claras, quem controla a lista, ou ninguém consegue conferir?