Futuros · CIN0055 · 2026.2
Os 19 temas e os seus futuros
Cada tema tem uma página. No dia em que o tema é apresentado, ela abre para a turma com os mapas de futuro feitos para ele — a skill do professor (2031 e horizontes até 2056), a futures-wheel original e as skills da turma, com pranchas ilustradas — e, depois da aula, o confronto entre o mapa do aluno e o do professor, com resumo simples e cinco perguntas. Até lá a página mostra o tema, quem apresenta e quando.

Programação agêntica: o desenvolvedor vira orquestrador
Escrever código deixou de ser o gargalo. O que sobra para o humano é especificar, verificar e responder pelo resultado.

Contenção, segurança e identidade de agentes autônomos
Um agente que executa comandos, navega e chama APIs é um ator no mundo — e o mundo não estava preparado para atores que não são pessoas.

A infraestrutura de confiança: memória, observabilidade e avaliação de agentes
Se a máquina fabrica o produto, avaliar o produto mede a máquina. A pergunta muda de “o que foi entregue?” para “por que isso está certo?”.

A internet agêntica: quando o usuário é uma máquina
A web foi desenhada para olhos humanos. Está sendo reorganizada para agentes.

Agentes com carteira: comércio agêntico e mercados de máquinas
Um agente que pode pagar é uma coisa diferente de um agente que pode ler. O dinheiro é a última fronteira da agência — e está sendo cruzada.

Sociedades simuladas: a simulação como instrumento de investigação
Uma sociedade de agentes num ambiente controlado. Não é jogo, não é produtividade: é instrumento — o túnel de vento das ciências sociais.

NPCs generativos e mundos vivos
O personagem não jogável deixa de ser roteiro e vira agente. O mundo continua existindo quando o jogador sai.

Narrativa gerativa e coautoria
Uma frase vira uma novela visual jogável. O custo de contar cai perto de zero — e a pergunta de quem é o autor fica sem chão.

Agentes corporificados, IA física e modelos de mundo
A IA sai da tela e ganha corpo — e aprende num mundo que a própria IA inventou.

Captura de realidade e renderização neural
Uma foto vira um objeto 3D. Um vídeo de celular vira uma cena navegável. O mundo real vira matéria-prima direta de mundo virtual.

Máquinas que veem qualquer coisa: visão de vocabulário aberto
Por décadas, um sistema de visão só reconhecia o que foi treinado para reconhecer. A máquina passou a ver o que se pede, não o que se ensinou.

Mídia sintética controlável: vídeo e imagem
Vídeo por prompt já existe. A disrupção em curso é outra: o controle. A mídia sintética deixa de ser loteria e vira instrumento.

Voz e som gerativos
A voz vira a interface primária, no dispositivo, sem nuvem — e a música passa a ser gerada inteira a partir de uma descrição.

Gerar geradores: design procedural e creative coding com IA
Em vez de produzir o artefato, produzir a regra que produz o artefato. O que muda agora: a IA passou a escrever o gerador.

O navegador como console: 3D e XR sem instalação
Jogo, visualização 3D e experiência imersiva rodam sem instalar nada. O que era app vira link.

IA local: no dispositivo e no navegador
A inteligência sai da nuvem: roda no celular, no laptop e na aba do navegador — sem chave de API, sem custo por chamada, sem enviar dado para fora.

Soberania de dados: local-first, ponta-a-ponta e o fim da senha
Local-first, ponta-a-ponta e passkeys desmontam o modelo em que a empresa é dona do seu dado, da sua conta e da sua identidade.

Bem-estar digital e design de fricção
Interfaces desenhadas para serem usadas menos. Depois de vinte anos otimizando engajamento, o design descobriu o valor da fricção.

Companheiros digitais e IA afetiva
A relação com a máquina deixa de ser uso e vira vínculo — e o cuidado passa a ser delegado a algo que não é pessoa.